la salle
Janeiro 10, 2007
Se você gosta de música, provavelmente já pensou em tocar um instrumento ou ter uma banda. Além do amor pela música , esse desejo também está muitas vezes relacionado com impressionar alguém que você gosta, ou seja, se você for homem, expressar seus sentimentos para aquela gatinha que você quer conquistar.
Melhor ainda é quando ela curte seu som, gosta de você e tudo dá certo. Às vezes (bem raramente) ela também toca e vocês tocam juntos as canções que vocês criaram. Seja pra ‘desestressar’, pra curtir ou pra entrar de graça em uma balada legal (vocês vão abrir pra banda da casa).
Então vocês vão pra faculdade juntos, ela: psicologia, você: jornalismo. Fim de faculdade, fim de festa, os ensaios começam a ficar mais escassos, vocês estão na vida adulta: agora é trabalho, contas, preocupações, pensar no futuro.
O que fazer? Que tal se dedicar ao que te dá prazer: continuar tocando, se dedicar a isso, chamar aquele ‘brother’ pra tocar na bateria e ver que é possível sim ganhar a vida viver assim. Foi o que o pessoal do La Salle fez, ‘quase exatemente’ como na descrição acima.
capa do expedition songs
Entre road shows com bandas amigas nos EUA e apresentações em festivais B da Europa, a banda foi crescendo e conseguiu gravar seu 1º cd, o expediton songs, em 2005.
O trio ainda não estorou no cenário (nem pipocou muito na cena alternativa, possui apenas 59 ‘ouvintes’ no last.fm), mas com a batida e letras na medida, boas mesmo, que eles definem como ‘catchy rock with punk rock roots and an indie aesthetic’ algo me diz que eles vão chegar lá. Emoção no som não falta.
Como eu não sou crítico músical, o que eu ofereço não é uma resenha completa, apenas a história acima. Mas você pode conferir a música ‘oasis in the sun’ aqui.
a semana como ela é
Janeiro 7, 2007
A primeira semana do ano é sempre acompanhada de um feriado, o dia mundial da paz – dia 1º de janeiro – ou dia mundial da ressaca, dependendo da animação da sua virada. E no dia seguinte, nós, trabalhadores voltamos pra nossa jornada e esperamos um ano melhor. Com sorte, o dia1º cai entre segunda e sexta (melhor ainda se for na segunda, como nesse ano) e trabalhamos somente 4 dias. E se você parar e analisar, sim, é possível fazer todo o seu trabalho em 4 dias (ok que a primeira semana é geralmente mais leve, com afazeres menores) mas, desse modo, você tem mais tempo pra você, pra curtir suas coisas, ou simplesmente não fazer nada!
Sei que você deve estar pensando ‘mas desde que o mundo é mundo as coisas são assim, afinal, Deus criou o mundo e descansou somente no sétimo dia’. (quem trabalha em shopping center nem esse descanso tem mais). E se você parar pra pensar também nessa frase: ‘Deus criou o mundo e descansou no sétimo dia’ vai ver que além de construir o mundo ele categorizou o tempo também!
Mas isso porque vivemos segundo as tradições judaico-cristãs. Uma série de outras culturas, como os mongóis, os maias, egípcios e mais recentemente, tribo anglo-saxônicas categorizavam o tempo de maneira diferente, além dos muitos dias para deuses, eles incluiam dias para dedicação à família (o pessoal tinha que buscar comida longe, era dura a vida) e dias simplesmente reservados para o ócio (logo após de uma grande jornada, por exemplo) e assim se dava o ciclo do tempo. Mas não foi a cultura desses povos que prevaleceu nessas bandas (nem a dos tupi guarani também) e desde o século II d.C. temos a semana com os nomes que já conhecemos e dividida em 7 dias, sendo 5 deles dedicados ao trabalho.
Só que é justamente em torno dele que vivemos cada vez mais, na maioria das vezes para conseguirmos dinheiro, ou seja, é um fator econômico. E como a economia precisa crescer cada vez mais, trabalhamos cada vez mais (independente da categorização do tempo em que estamos inseridos).
Mas o ser humano, diferentemente das máquinas, apresenta um estado categorizado como cansaço quando suas energias se esgotam, devido justamente ao excesso de trabalho (aqui categorizado como fenômeno físico). Mas por alguma razão, culpo o ciclo econômico, decansamos cada vez menos, ou seja, os dois dias da semana categorizados para o descanso ficaram menores se compararmos com o aumento de horas e afazeres que executamos durante os cindo dias úteis da semana, é desproporcional o trabalho com o lazer, e acabamos ficando presos nesse esquema, infelizmente, cada vez mais cansados.
Isso não é uma crítica ‘ao sistema’ (até porque na maioria dos dias gosto de trabalhar) mas, por que não nos fazemos a seguinte pergunta com mais frequência:
‘Trabalharíamos mais, se trabalhassemos menos?’
Eu acredito que sim, e você?
(tipo de) queijo da semana
Janeiro 3, 2007
Boursin é o nome dele. Como vocês presumem, é francês (então pronunciamos bourrrçam), sua definição oficial no www.cienciadoleite.com.br o descreve como “queijo triplo-creme, aromatizado internamente com ervas diversas” e saboreá-lo é um espetáculo, realmente suave. É tudo o que o cream cheese queria ter sido (sem falar das tais ervas), acho que por aí você consegue ter uma idéia de como é esse queijo. Não vou entrar em detalhes calóricos (não são poucas as calorias) desse queijo que descobri hoje, topei com ele dando sopa aqui em casa.
Aliás, topar com uma coisa desconhecida é talvez a melhor maneira de se encantar e, quem sabe, voltar a originalidade e frugalidade das coisas (entendeu?). Veja o exemplo desse queijo, ele nasceu do acaso, lá na Normandia (vi no site isso tbm) e assim foi passado por gerações, como os outros 137 tipos de queijo, o mesmo podemos dizer da maioria dos vinhos e cervejas. Ninguém criou tais produtos com a intenção de ser diferenciado, de impressionar, ser cool apenas os criaram por uma necessidade (nesse caso comer e beber). Acho engraçado quando um ‘entendedor’ de vinhos, ou seja, um enochato, dá uma ‘dica quente’ ou quando nos faz provar uma ’safra especial’. O que você vai ganhar com isso? ‘Uh, agora eu faço parte do seleto clube que tomou um Jacques Tantan 1989′. Não seria bom se mais gente tomasse, soubesse como é? A sensação de exclusividade é nada mais que um tampão para nos orgulharmos de algo, de pertencer ou saber de tal segredo.
Uma das coisas boas da democratização da informação é que isso está acabando, como diriam na Bolsa de Futuros, virando commodity. Ao mesmo tempo em que as novas gerações continuam buscando tal exclusividade (veja aí quantos barzinhos agora servem cervejas artesanais, quantos nightclubs estrangeiros abrem em são paulo) voltamos também para a era da emoção, onde as sensações não são decorrentes de estímulos forçados e passam, são verdadeiras, vindas de valores e ficam na memória, como devem ser.
ps. o tal boursin é vendido em qualquer supermercado. Não sei pq, mas não é tão barato, apesar de seu processo de fabricação ser similar ao do primo, o popular prato.
somos melhores do que imaginamos.
Janeiro 2, 2007
Sim, a frase acima é correta. Somos verdadeiramente melhores do que imaginamos, não sei a verdadeira razão, mas o ser humano não se dá o devido valor. Horas, nem sempre, afinal existem os arrogantes e os confiantes, você deve se perguntar, mas para a imensa maioria, estamos sempre aquém do que podemos ser, é fato.
Meu pai (afinal, quem é mais sábio do que nosso próprio pai) definifiu improvisadamente: você pode se achar um bosta ou achar que o outro é melhor em tudo que você, dentre as opções, se ache apenas um bosta. Pare para pensar: as vezes (talvez, na maioria delas) até isso é complicado, difícil.
O problema, acho, é que valorizamos muito a opinião do outro, nos comparamos muito ao outro e não olhamos nós mesmos, nossas conquistas e alegrias. Se pararmos pra pensar e tomarmos conciência, vamos ver que somos realmente melhores do que imaginamos. Então, vá além, mas seja tranquilo, aproveite a viagem.
“Seríamos muito melhores se não quisessemos ser tão bons” – Freud
E não é que o primeiro post saiu? :]





